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| Imagem: borboleta-azul. Espécie ameaçada de extinção. |
Quero tudo novo. Não quero mais nada do que já está velho, desgastado, usado ou ultrapassado. Sejam sentimentos, pensamentos, posturas, emoções, retratos, recordações, roupas ou presentes. Cada uma das coisas que lembram o que perdeu o valor para mim.
Sou diletante na pesquisa por rumos inusitados. Anseio percorrer, submergir, envolver e sempre recomeçar. Esse é o aperitivo da vida. A coceira nos dedos quando próximos do botão de restart.
Não é um conceito inédito, bem sei. Na verdade ele só é apreciado quando a gente se surpreende vivendo “o que já foi e não é mais”. Nasce então a necessidade do autodescobrimento. Afinal, dependendo do quanto é doado, muito acaba dissipado pelo caminho. Esse re(conhecimento) é uma preparação obrigatória para a entrada em mais um ciclo, onde a paz dignifica, e a felicidade é um estado de espírito.
E de onde vem essa felicidade? Ela vem de “ser”. Ser! Simplesmente ser!
Não mais evitar. SER. Não mais ter. Ser! Simples, fácil e exorbitantemente mais barato do que qualquer terapia ou veneno antimonotonia.
Apenas SER sem cobranças e quantas vezes forem preciso. A mudança é uma prerrogativa da vida, pois após o banquete virá a fome e nada prepara ninguém para os grandes desafios. Como diria Guimarães Rosa: “viver é muito perigoso”. O risco exige coragem, e ela aparece depois de se jogar fora os pesos e achar a razão do “pelo que” se arriscar, e é isso em última instância que faz qualquer triunfo e batalha valerem o esforço.
Rafa
PS.: A imagem veio daqui.

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Rafa