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    terça-feira, 26 de agosto de 2014

    Girassóis

    O girassol é uma flor raçuda, que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo. Ela quer luz e espaço e sai em busca desse viver com o sol, e por isso é forte.


    O girassol vive de luz. Não perde tempo, e ocupa todos os seus momentos em busca do sol. O girassol é gigantesco, grotesco até, diriam alguns, e por isso mesmo é tão singelo.

    Foi nas suas formas grosseiras que Van Gogh encontrou a combinação perfeita entre luz e cor.

    Lembro-me de semana passada ter visto na Tv a cabo um dos últimos trabalhos de Heath Ledger (O Devorador de Pecados), quando seu personagem descrevia em uma cena como via a sua amada: "Ela é como o girassol. Um belo erro de deus."
    O girassol não é certo, e nem errado deve ser por isso que é tão majestoso.
    Hoje tive vontade de passar aqui e deixar alguns girassóis de presente.
    Bom meio de semana!

    Rafa
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    domingo, 19 de dezembro de 2010

    Coming around again




    Lá vou eu de novo. Fiquei muito tempo sem postar. Muito mesmo. O último texto postado já foi escrito há mais de um mês, e apenas no que pode ser explicado como um lapso acabou não sendo publicado. Ficou guardadinho numa pasta do meu computador. O tempo passou e as coisas mudaram, achei por bem postar, mesmo não sendo mais tão “atualizado”.
    Não me refiro a minha conclusão, continuo a preferir a praticidade, na realidade foi outra coisa no cenário que mudou. Não quero me debruçar sobre isso no momento, quem sabe mais adiante? Acho que sim. Acho que aí sim.
    O que posso dizer no momento, é que estou muito bem resolvida. E isso não me absorve além do que parecia meses atrás. Hoje em dia aproveito todos os presentes que a vida me traz.

    Correria de fim de ano. Tive mais confirmações do que declinações, o que é excepcional. Gostei.
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    Vontade de soprar um dente-de-leão



    Ah! Como eu queria que tudo fosse mais simples! Já sou muito complexa, acho que por isso mesmo gosto de tudo, por assim dizer, preto no branco. Mas existem situações, pessoas e fatos, que por mais que tentemos deslindar são impassíveis de explicação.
    Sério! Começo de novo a me perguntar o porquê de tudo isso. Por que as pessoas complicam tanto as coisas?
    Para tanto, digo que por mais que tente simplificar, algo sempre vem correndo às portas da memória e da consciência. Mais uma variante a se considerar, mas um fato com o qual se lidar. Será que procurar agir com clareza não acaba mesmo por causar mais confusões do que as já existentes?
    Meu amigo Gustavo citou Osho outro dia. “Não perca nenhuma oportunidade de ser criativo, de ousar”. Ele ainda completa: “Tudo são experiências. Isso só tende a nos enriquecer com o passar do tempo”.
    Não sei não, eu que sempre fui muito cuidadosa a respeito de questões humanas, ando preferindo cultivar mais a riqueza material à espiritual. O motivo, não é uma inversão de valores, na realidade é bem pragmático: dá menos dor de cabeça!


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    sábado, 16 de outubro de 2010

    Agora foi!

    Tempos e tempos, anos e anos protelando uma decisão e finalmente consigo. Certo que na maioria das vezes sou sim um tanto indecisa, mas nem por isso deixo de ser dinâmica, de me envolver, de lutar e trabalhar para que as coisas funcionem.
    Neste caso em específico, foram tantos os desdobramentos, tantos os detalhes a serem considerados que eu me perdi, por assim dizer.  Pesei muito, dei importância ao que deveria. Não sei ao certo se consegui, mas sei que empenhei minhas energias em não me sabotar, e fiquei atenta a tudo.
    Sinto orgulho de mim, do que busquei, da forma com a qual lutei: limpa, forte e sincera.
    Sei que outros fizeram o contrário. Usaram máscaras. Dispuseram a todos os expedientes de quem é fraco (e por não se achar ou saber capaz, tem a necessidade de botar quem quer que seja para baixo).
    Demorou.




    Enfim, estou decidida. Agora é só ir...
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    quinta-feira, 23 de setembro de 2010

    Da falsa humildade


    Não acredito em pessoas que no meio de uma tempestade não reagem e não tomam uma posição. Simplesmente cruzam os braços, já que acreditam viver sob uma perspectiva mais elevada da situação.

    Autoproclamam-se, mesmo sem dizer, humildes diante das dificuldades. Não compro essa.

    Para mim isso é timidez diante da vida, ou pior ainda, se mostrar sonso para poder convenientemente emitir uma opinião depois de tudo já haver passado.

    O dinamismo é um pressuposto não apenas para viver a vida, mas para as grandes realizações e a grandeza em si.

    Outra coisa que me tira o sono é a pessoa exageradamente servil. O excesso de servilidade é uma coisa perigosa. Quem passa por cima dos próprios sentimentos, para ficar “numa boa” com todo mundo, não demonstra auto-estima, pelo contrário, é alguém que acumula frustração. E se é dessa forma que “conquista” amizades, estima e respeito, não merece confiança, pois um dia pode cobrar a conta, e achar possível exigir de você, muito mais do que você pode pagar.

    A verdadeira humildade está em ser autêntico a todos os momentos. Agir de forma inteira. Não a fim de atingir qualquer pessoa e sim para deixar claro o seu ponto de vista, já que ninguém pensa de forma igual.

    É também ser calmo, mas ao mesmo tempo não maltratar a sua natureza e fazer o possível para sempre estar em paz com a própria consciência. É enfim estar apto a viver o seu papel na novela da vida real. Seja ele qual for, e seja o que Deus quiser!

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    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    Contemplação



    Desligar. Estar longe de tudo, inclusive de si, é a melhor forma de lidar com as contrariedades da vida cotidiana. Por isso os instantes silenciosos são tão preciosos para mim. O ruído atrapalha o meu entender. O silêncio acalma e acalenta.


    Apreciar outros lados e outras abordagens por si só não abrandam o problema. Distanciar-se de uma realidade já mastigada aumenta as chances de enxergar novas variações para um curso sensato.



    Para tomar novas atitudes não são necessários grandes esforços, pois ter visto a situação, ao menos uma vez sob uma ótica mais clara, e ter essa consciência, já é decidir a questão.

    Um dos lugares que me possibilitam essa reflexão mais madura diante da vida são os jardins da Rosa Cruz. Adoro sentar. Olhar. Apreciar a luz por trás dos pinheiros. Bom para encontrar a paz e se render.
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    domingo, 19 de setembro de 2010

    O tempo é o senhor da razão




    Não sei se é a maturidade que modifica a nossa opinião acerca de certos fatos, ou se com o tempo descobrimos a real dimensão dos eventos.


    A questão é que a clareza serena nascida da compreensão é uma coisa que não afronta, não fere e faz sentido. Como se fosse possível deduzir com precisão episódios que se desenrolaram distante dos olhos.

    Vejo isso ocorrer agora com relação a um acontecimento do ano passado. Olho os fatos e hoje se torna claro para mim o que passou distante da minha vista. Como se eu estivesse assistindo a um filme sobre tudo o que não presenciei. Como se eu estivesse ali.

    E por mais que seja um filme por vezes doce, vezes amargo, ele não machuca. Já está distante e não me toca mais.

    Sei que escrevemos a nossa história todos os dias, mas não deixa de ser uma lamentação. Por mais que agora as coisas “façam sentido”, eu ainda me pego pensando: Por que eu não tive essa percepção das coisas, na época em que ela seria mais útil? Hein?

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